sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

subterra dos pescoços vermelhos

Numa pequena cidade a qual não existia muitas perspectivas sê financeiras, amorosas ou mesmo duma revolta, por ser a grande a maioria de seus habitantes mais adeptos do dever do que o direito, nessa parca consciência política, absortos em acre dissabores ideológicos existindo sem cessar cobranças de todos contra todos a respeito de responsabilidades, principalmente sobre o que esteja em cargo, mas la existe mais pessoas que empregos e apesar da medíocre urbanidade subsistente de alguns empregados ostentava uma dignidade e desdém pelos menos favorecidos, assim ad infinitum numa moral invertida características onde não existe desenvolvimento cobra-se e exige-se mais de quem não tem o que oferecer do que os distintos detentores de poderes em que deveria ter autoridade e responsabilidade para o melhor funcionamento desse postuloso corpo social, mas a esses como num paternalismo de órfão, amando sem reservass e tendo como uma imagem arquétipa dum predestinado imemorável, e que com isso embelezaria mais o ambiente mesquinho em que vivem, esses poucos senhores comparados com a massa hostil entre si, eram o exemplo da nobreza daquela cidade.

Mas o personagem dessa saga não se enquadra nesses elevados conceitos é apenas um paria que vive em uma construção abondonada pela prefeitura, que seria um grandioso hospital mas depois de alicerçado e com reboco famigerado, nosso conspícuos reguladores desistiram de tão inútil empresa e lá vive Aristides com muitos outros indigentes, prostitutasdumasóroupa, negociadores-usuários químicos, mas apesar de tão boa gente junto só ocasionalmente acontecia algo mais sério, Atistides vive só no subsolo.

Nesta siti os velhos tem por diversão comentarem dos rapazes e moças em horários que usualmente estariam num trabalho, mostram desprezo, asco e ódio a esses vagabundos, talvez por terem ficado decrépito e senil trinta e tantos anos numa empresa dos oligarcas e ter conquistado com muito suor estupidez, doenças e acima de tudo uma dignidade invejável a olhos dos que não se registraram trabalhando apenas e nada dar para a previdência social, as matronas cuzando em frente de suas casas comentários que nem mesmo os cães escapam, as garotas numa tentativa de mudança de estado em sua maioria as das mais carentes em pecúnia, às mais favorecida pela estética procuram a prostituição legal e fazer a vida com alguém de posses um verdadeiro homem como é dito nestas esferas, os jovens periféricos. muitos aliás, se divertem a valer fritando algo chamado pedra, duma filosofia do desespero e intensidade nas perfididas, a quem diga que é o dono duma das empresas de maior renome o nosso herói que fornece tais substancias, mas tanto faz.

No seu turvo e obliquo quarto Aristides já se conta 3 dias de claustro, ele não é um tipo anacoreta, pelo menos diz não ser, mas o que talvez melhor lhe sirva seja o nome de misantropo e sendo muito assim em sua prisão sem contato afetado por outro, ele respeitava as pessoas sem distinção que cruzavam o seu caminho, mas não aquele tipo que se alegra ai ver alguém quando mostrando dentes, um luxo hoje em dia entre seus companheiros de prédio, apenas por convenção soltava um furtivo comprimento, quem o conhecia o amava sem nenhuma vontade, ocasionalmente assim como Diógenes para satisfação de seus desejos lascivos masturbava-se em praça pública para honraria dos passantes e petrificando o busto das mulheres que assim o viam, ele ainda dizia se quando estivesse com fome pudesse agir assim seria bem mais feliz que então, algo dubitável.

As forças policiais não sabiam onde ele vive e os companheiros de desconstrução não o delatavam.

Ele em reverencia a si mesmo pensava: o que tem na cabeça de nossos concidadãos, que ainda aceitam tudo o que é oferecido mais é apenas merda! Até que ouviu um toque em sua porta e estremeceu, ninguém o chamava quando abriu era um andrajo em vestes humanas:

- Ouvi o que disse, quando tocava fica horas a fio estudando musica mas para não perecer tinha que tocar para aqueles safados agrobundas e ficar naquelas 3 nauseantes notas, quase perdi minha mente nessa época, e resolvi não ser mais um puto, aqueles fribusteiros que me contratava ainda mofavam, “se o povo gosta de bosta, vamos cagar essas musicas neles” e iam ouvir seu tosco e ex-crementado jazz.

Aristides não deu ao menos o trabalho de prestar atenção no que o ex-musico dizia, enquanto aquele proferia suas odes, este fechou a porta em sua cara com um estrondo que ecoou pelos vazios corredores, com a força da batida e a intromissão do nariz do praguejador, fez sangrar com tão inesperado golpe, maculando em rubro e ainda mais a sanidade. Emerson como pedia para ser chamado, por batismo ou um estranho gracejo, batia sem cessar a porta, até que resolveu arrombar a portar a botinadas e era difícil dizer qual dos dois tinha mais ódio pelo outro, daí foi o fuá, esmurrando um cara do outro, cada um seu turno, assim alicerçando sua fraternidade.

Um dos bêbados mais ilustres desse insípido e aconchegante lugar, fora de profissão pesquisador e arruaceiro, facultando-se ciências sociais, quando houve o declínio da URSS e a dura pancada que recebeu por tal causa, resistiu como bom esquerdista, mesmo tendo que abandonar suas esperanças na sua tão sonhada queda do regime capitalista, em não haveria tanta exploração, fome, miséria, de acordo com sua ingenuidade política, mas como também era um romântico de forma anárquica, nutria suas ultimas esperanças numa revolta que trouxesse mais igualdade a todos nesse feudo em pleno século XXI, mas atualmente reduzia tão grande destino de reformador político a voluptuosos efeitos etílicos da cachaça, sua companheira, consoladora, ordinária, em sua atual e amarga existência, durante pouco mais de vinte anos afogado no éter, como um ultimo Proudhon, até finalmente descobrir uma causa que merecia sua vida por ela, o dia de sua clarividência política e os sentidos de seus atos foi revigorado pelo 11/09, desde então procurou se aperfeiçoar em fazer bombas, buscando alguma figura política significativa pra que fizessem seus planos valerem a pena, mas em íntimo não sabia com veemência se as pessoas mais pobres material e intelectualmente aprovariam o sacrifício de sua alma por todos eles, no que ele desejava se tornar, tinha muita compaixão por seus pobres concidadãos, mas o professor como era conhecido era difamado e desonrado em público pelo vício de beber como um cossaco, mas todos os que repreendiam bebiam melhor do que ele, mas esses se achavam no direito por tão cansativo dia, que raro em vez dos que tinha companhia feminina para satisfazer as doces necessidades, em contrapartida alguns jovens que não tinha dinheiro mas muita muita fealdade, iam atraz dessas insatifeitas, deformadas e cordialmente melindrosas mulheres desses escravos para saciar o ardor juvenil daqueles e a carência uterina dessas, essa empresa de maior renome que a cidade se destacava era de cana, mas o dono dela era também o dono duma faculdade, escola, casa noturna, mercado, prostíbulos; O nosso professor tinha uma teoria revelada nos anais publicados, que já duas ou mesmo três gerações de funcionários dessas instituição eram em sua grande maioria bastardos. (mas isso como tudo que o professor diz é apenas teoria).

Ele apesar apesar de sua consciência política ser quase de um Paine os trabalhadores e as pessoas com simples-mente nem dava ouvidos, mas o professor era obstinado jogava suas sementes nas cabeças que não algodão tinha, de tanta felonia as pessoas se enchiam dele e Lembrava sócrates dizendo que por ignorância o caluniavam, o que não eram poucas, resignando a insultos, humilhações, com riso no canto dos lábios o que mais irritava os escarnecedores, sempre fora vaidoso esse tal professor com se excitava em seus planos agora de forma mais modesta, seu desejo era mexer com os federais por causa do barulho ser maior e lançar as chamas da esperança se alastrar por todo o país até atingir sua real independência e ser auto-sustentavel esses era o plano desse homos politicus.

Depois das cordiais relações com o tal musico, que também vivia no mesmo prédio decadente, Aristides num momento de consciência que veio como dum sono profundo sentia-se com algumas dores olhando em suas mãos manchadas de sangue gotejando em ¾ num átimo viu seu hospede indesejado caído olhando sem brilho o vazio da existência, sem entender o que ocorrera já contagiado pelo miasma do cadáver, quanto tempo estava ali, semanas, meses, horas, não sabia definir, trancou a porta de sua alcova embora ninguém o visitasse ou passasse por ali, talvez pela surpresa e alegria sem limites de ter um amigo, mas sua consciência continuava a reprimir como e porque esse tal musico já não existia apenas um corpo fétido, apesar de ter simpatizado profundamente com que ele dissera, mas depois tudo se esvaiu e agora ele puxando pelo o corpo inanimado rumo uma fossa; - Se todos tivessem o destino dele como seriamos grandes, mau pronunciou tais palavras jogou na fétida e rançosa água pesada.

Aturdido começou a caminhar até o centro de sua cidade, viu pelas janelas das casas luzes coloridas como num corredor de espelhos, já era o horário nobre da TV, indo sem destino, preso em sua própria, como uma bolha vagabunda, vagava entre os sonâmbulos-rotineiros-de-tal-rota que encontrava no caminho por fim resolveu ir aum desditoso bar, este era um ambiente repugnante os clientes estavam com faces vermelhas, ensolaradas, desoladas - realmente desmistificados, mostrando a estupidez de suas vidas em suas próprias faces em perfídias, derrotadas, mas mesmo assim feliz idiotamente feliz, talvez pela áurea dessa pocilga, neste ambiente fraterno conhecidos desde anos, Aristides o estranho, quando vislumbrou tal especulo vomitou acidamente por todos os lados como uma fonte ensandecida, todos olharam petrificados em volta dele, ele logo recuperou o fôlego, olhou a todos com uma nobre superioridade, até que o dono do bar: - Seu filho da puta! Vomitou até as orelhas por todo estabelecimento ouça o cheiro de suas porcarias, quando menos percebeu levara num ímpeto uma patada afagando com zunis seu ouvido esquerdo até ir no iiiiiiiiiii.

Foi o que bastou a Aristides o mais comedido dos mortais a pedir uma garrafa de cerveja a pedir uma garrafa de cerveja pela incoveniente e grosseiro acolhimento, o dono do buteco deu outra patada só desta vez em outra orelha, Aristides com sua dignidade homérica ultrajada borrou as calças e lançou num silvo de balas sua perniciosa e fecal indumentária na face de seu agressor para alegria da criança infantil; assim nosso herói se vingou e correu como um demônio desaparecendo na escuridão mostrando sua pingante e imunda bunda.

Doravante, bem trajado como num desfile de francelhos, foi fácil o acesso a indivíduos superiores da sociedade local, apareceu ou melhor brotou com um cogumelo azul, o ilustríssimo prefeito que não perdeu tempo e solicitou a Aristides sua companhia este olhou com desdém e disse: - O qê qê! O impudico político disse você! Aristides como uma iluminação messiânica aceitou sem discussão, foi até o carro que o levou até um expensivo motel, quando ficaram sós no quarto, Aristides cravou em seus olhos dedos nervosos até vazar-lhe entre as unhas sangue dum pederasta, seguindo, cortou-lhe o pescoço e foi adiante ainda sem calças até seu hospital subterrâneo, para purificar sua carne de tão nefasto e fatídico dia.

O musico que passou a viver no meio da merda la putrefando e sendo devorado tão nobremente por animaizinhos tão pequeninos, era um sonho de Aristides este não estava tão bem acompanhado desta suposta eternidade, ainda tocava em sua medíocre e nodosa banda de baile o tal musico, lá ficando a farolar as notas em ritmos tantricos que fariam vergonha até mesmo a alguém sem espírito do pagode, ou a quem nunca tocou ou relou algum instrumento antes que soltasse melodias ou gritos, tal como esse parco personagem figurado, que ainda assim desdenhava esse tipo de habilidades, mas era feliz Aristides em seu sonho, como se emporcalhava em suas facticidades oníricas, talvez algo agregado ao seu inconsciente coletivo que ainda perdurava numa vã tentativa de reconcialição cósmica com tudo.

O que faz num susto voltar estar acordado com olhos esbugalhados e o coração a tiriritar como uma metralhadora, em sua boca jorrava um liquido verde e viscoso de tão sublime, sentia como se o seu rim arrancava-se fora por um deus terrível enquanto vomitava com tanto empenho. Via e desaparecia em sua mente perturbada sons, que martelavem sem cessar, vozes refletindo a mesma coisa até a insanidade, em sua idiossincrasia repudiava com ardor, trazendo o inferno com todos os 7 portões escancarados e expostos, sem mais chão em que se firmar, vacilou.

Entrou em contato com a fétida água que convivia, depois lavado, saiu da caverna para a civilização seus olhos não longe envergava de tanta clarividência que Rà vigiava-o com sua incandescente e fugidia luz, com uma felicidade misturada a fumaças, assobios, buzinadas, palavras soltas, ventos, dissabores ambrósicos, assim como um Deus sorve seu néctar Aristides voltava a civilização derramando regojizo. Era meio dia quando a intervenção divina o corrompeu, as pessoas até o davam bom dia, ele retribuía em jubilo, sentia-se num maravilhoso jardim de ópio. Nessa atmosfera embriagador e pueril Dionísio parecia que em pessoa ter dado uma dádiva em seu espírito laborioso, até que seus desejos e potencias a felicidades e desejos o haviam abandonados não como um asceta, estava mergulhado em tudo em todos e especificamente em nenhures e ninguém, numa explosão niilista tornada consciente, seu sangue fluindo em suas sujas veias mas não sabia o que fazer mas também não se importava com isso.

O professor bebia num dos recantos mais vil e divertido de suas proximidades, só e estático em sua posição, como uma estátua, uma cachaça com ervas apreciando em sua mônada, com conjecturas a respeito de sua vida e o que esperava fazer dela que para ele merecia ser algo grandioso e imemorável, pensava em Erostratro em sua destruição do templo e a honra vindoura, entretanto já que não dava mais aulas a alguns anos, sobrevivendo auxiliando empresas em como dividir melhor os trabalhadores em sua função frustava-se que para viver tinha que ensinar o contrario do que pensava, para um idealista, ainda por cima romântico era muito cinismo, mas com tal, ganhava mais e juntava para seu objetivo que deveria imortaliza-lo ao longo dos séculos, por conta do maquiavelismo, que numa época vindoura modificaria toda hipocrisia do atual status quo, esse ser para a morte anarquista, insignificante, tão pequeno como um átomo, como um núcleo dum buraco negro e a indvidualidade devastadora, agora na proximidade de sua vitória, em que já estava perto as armas e bombas que um venezuelando amigo seu, de tuiter, forneceria a ele por preço imbatível, estava angustiada que ainda não soubera qual melhor escolha uma bomba pequena mas de urano, ou um material convencional de guerrilheiros, entre um gole e outro se atormentava na escolha, por fim chegada a aurora decidiu pela bombícula que estava com preço bombástico de bom, o nosso bom trazedor-do-fim esperou ansiosamente sua encomenda via fedex, dois dias em vigília, sem mesmo freqüentar mais as reuniões sociais de praxe nos bares nefastos, até que buuuuhhmmmm.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Individual padrão de comportamento?

Como poderiamos definir a vida prática? Longe de discursos, aceitando as ideologias imersas em nossa cultura- cultivando-as em seu meio familiar, laboroso, social? até que ponto somos livres para pensar no que queremos sem a influencia dos hábitos já adquiridos por tradição, costumes, quem sai deles por que é considerado louco? Bandidos? Filósofos, E até mesmo artistas criativos, ou um reles vagabundo?

Indo de encontro com o pensamento de Heidegger a estranheza ou estrangeiro mesmo sentido em alemão, das coisas (objetos), das pessoas (não existe diferenciação entre ambas para ele) em seu livro Sein und Seit nos faz perceber que a angustia, um sentimento de incompatibilidade perante o mundo, “descortinanado o horizonte ôntico e explicar própria presença como entidade.” O que leva a cura ontológica; o sair de si mesmo, como acontece milhares de vezes em nossa vida essa objetivação a algumas tarefas, conversas com pessoas, contemplação e o tal ditado de piloto automático na maioria do tempo de nossas existências, nas fabricas, igrejas, escolas, círculos sócias (bares?), um conforto da experiência em que já foi testada e continua a repetir inúmeras vezes, formando o suposto caráter, habitualmente adquirido, pondo desvelada a teoria existencialista-niilista a resposta para Heidegger é a saída para “angustia que se angustia com o mundo como tal” (sem adentrar ao discurso cotidiano) com isso abre-se o mundo de maneira originária e direta não como mundanidade, singularizando, projetando as possibilidades, tendo por base “fisiológica” em sua faticidade tornando um problema ontológico, chegado a esse ponto nos diz a respeito da cura, entendendo que tal conduta seja extraordinária, essa forma de negação mesmo cultural, ideológica, habitual, não de forma meramente negativa, mas algo criativo, pre-sente (Dasein) estando lançado sem ponto de apoio, superfície a por os pés, estar lançado no mundo nadificando tradições, conceitos, para deste ponto se fazer algo inovador, transformado pelo mundo a fazer algo novo, mas se fortalecendo por conceitos simplesmente dados em nossa volta. Niestzche e já disse a respeito da vontade no mundo, volições e coisas que devem ser feitas em sua ética da “vontade de potencia” com moralidade essencialmente profunda, entendida pela inversão de grande parte de valores de nossa sociedade como imoral, (desde Sócrates em suas descobertas e diálogos com as pessoas não queriam descobrir o verdadeiro sentido de suas ações, quando expostas tornaram vergonhosos seus atos, até matá-lo talvez não ele, mas algo que queriam dissimular ou esconder ) e seu grande desprezo pelos mestres, culturas, políticas igualitárias, literaturas ordinárias que vemos alastradas em nosso tempo, Heidegger pretendeu dar um passo além, no que já foi dito em parte neste artigo. Gianni Vatimmo filosofo italiano hodierno, em seu livro “o fim da modernidade” nos diz quando caiu o socialismo, consolidando o capitalismo da forma mais terrífica já apresentada pela história, toda essa aniquilação a uma consciência comum, moldadas nos regimes totalitários e nesse liberalismo crudelíssimo em que vivemos, principalmente nós na periferia do capitalismo, sem força teórica política, sem termos apego ao futuro e ao passado, seria o niilismo como destino. A consumação desta teoria do nada, junto com ateísmo cada vez mais freqüente, a uma desilusão imensa e falta de perspectivas políticas, igualitárias, ideológicas, graças a cultura de massa que alastrou desde a classe dominante aos miseráveis. Trouxe essa liberdade quase que total de pensamento como nunca houve testemunha em nossa história.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Diatribes Extemporâneas

Em um logro de si mesmo, as vezes esta idéia irrompe de modo inexorável a um ponto de não souber nem mesmo a dar sentidos em palavras que possa definir esse tipo de consciência, mas o que falta conhecer sobre si mesmo? Talvez se me fosse obcecado por essa idéia já não mais precisaria ler, estudar, conversar acredito que estaria numa satisfação remontando o motor imóvel, sendo sua semelhança personificada intrinsecamente provida de vontade plena, divina onde cada coisa soaria como musica, encadeamentos com sentidos absurdos, onírico e único, em tal zênite incomum de consciência adquirido uma comunhão mística com as coisas e tudo estaria nesses turnos, daí viria a queda.

Os padrões midíaticos de comportamentos, formas, trazendo aquela felicidade irrisória, ordinariamente comunitária, num riso simpático de aceitação, em escarnecer quem não participa dessas chafurdantes companhias, repetitivos conceitos expostos até a insensatez estética e ética, de forma impura e sobretudo promíscua mas não em forma de sentidos e afetos mas a de ditos sujo e mesquinhos, exalando miasmas de seus corpos cosméticos até a náusea espiritual, lançando ranços por toda a volta, nesse tipo de áurea fraca mutando muitas vezes numa implacável força sem direção.

O pragmatismo ainda dominando a maioria inculta e réproba, com sua estreiteza e utilidades supostamente práticas, suas perniciosas metas, seu ódio e desprezo pelos apenas desdenhadores de seus projetos, planos, maquinações, ideologias, valores e de sua ética numa triste e enfadonha visão individualista, esses defensores da técnica de exploração, na maioria das vezes sendo mais explorados e fechados nestes estreito circulo vicioso, em que muitas dessas coisas já feitas, criadas acabam discaradamente apenas copia-las e reproduzir o produzido, em uma pueril e tosca mimesis, o indivíduo perceptivo-intro-extropectivo é muitas vezes temido como um criminoso até mesmo como lembra Kierkegaard dizendo em que o captor demasiado de sensos, assim como os filosofo são confundidos como cretinos imorais, (mas que inversão de valores , rs) por seguirem sua própria lei ou nem mesmo qualquer uma, por isso merecem ser punidos como tais, revoltam contra isso, mas lhe calam a língua, mas ainda resistem...e tornam-se as vezes mais perigosas se tais idéias deste tipo fossem liberada pelos ventos haveria certamente uma grande tempestade na mente das pessoas e ruiria até mesmo nos parvos essa inflamação.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

poli-uni-a-teímos

Desprezo mundano soturnado pela fétida luz
Em niilismo abençoado por Marte
Arte em ódio é feita em rejeição de arcaímos
pra algo divino, ateu e de amplo significado

Prezado, eu imundo, mudo, ave Saturno!!! guie-me o vento
Não a Plutão mas a quiçá a um bravo novo mundo
Derradeiro, matreiro, sorveteiro

Não, longe de ver soturnos sábios meditabundos
Não, ébrios estupidificados por sua própria alegria

cantos em inspirações cataclíssmicas, catalimos
frígidos verões, até se tornar clara a sujeira sujeita
a exlosões fatalistas minha caveira sorrir.

Transpirações

Ventos súplices comove-me contra esse ardor belicoso apriosionado, vacilo até que esmurro a mesa em frente a mim, parte-se sem antes de soltar um grito preso e rangente.
Agora que ja se passou o incidente reconciliador de nossas relações, sem no entanto ver lhe as feições de nossa amizade oprimida em desentendimentos mútuos de personalidades, personificou-me em ícones diferentes ao meu caráter, para uma fácil anulação budista, expansão dos sopros nem mesmo redundaria a qualquer justificativa que possa favorecer o íncrivel amor que tem por mim. Por isso nego o nada para ser jogado em correnteza esvoaçante pra longuinquas praias e humores não mais contemplando a dual ingenuidade de nossos difamados ascetas, mas sim algo mais misterioso que a própria vida, indescritível aromas metálicas que iluminam minha consciencia e principalmente fora dela soando até ecoar em minhas tripas a melodia das ambrósias, me tornando apenas uma justificação religiosa.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Problemas expressivos o derradeiro

Sobre tantos problemas comunicativos, que não deixam transparecer seus desejos, falta de saber qual a volição mais significativa em forma idiossincrática sem mais tentar correr atrás dum condutor, apenas achar o próprio caminho, sem mais corus sibilando reciprocidade coletivas, apenas o vácuo, mas como é fácil se perder neste nada, até construir alicerces consistentes para sua própria criação expressiva e até onde onde isso vale a pena em sua vida?

Fugir de diálogos infrutíferos que visam representações convencionais ou pelo menos o riso escanrninho não tão duradouro assim, fazer da mesma forma possível a clarificação política para abrimento de novas janelas, para perceber, ou para ir através dum declínio inconsolável, ser-te-á inevitável se quisermos ter força e fluir o sangue em nossas mãos, mas como lutar contra nossos pais, país, favorecimentos que fazemos parte? Essa suja rede de risos e mentiras? Se estreitar em seu próprio ponto de vista com incontestabilidade uniforme, aglomerados em milhões essa mácula venenosa, essas respostas programadas a perguntas já talhadas em tradições decrépitas e inumanas, aceitar positivamente negações de toda e qualquer ideologia invocando a queda destes edifícios opulentos , congregadores de toda boa gente ordinária, a própria liberdade convencionada em sentido essencialmente latino, desses libertinus que contaminam escolhas, valores, hábitos, para o pior que poderia se tornar sem consciência coletiva e muito menos individual.

Sobretudo não comparar seu desenvolvimento singular com o de qualquer outro, pois não existe comparações onde existe diferenças, desdenhar poemas cristalizados em adoráveis bustos na vileza de abraços corteses e lascivos de nossa poesia afrod-sensualista, que por seu desejo insaciável por lábios, mordidas, e toques em pedaços úmidos e inflamados de desejos e delicias bucetis, que tanta alegria da a um varão, mas até nossas escolhas e consulta de valores figurativo de nosso tempo, de seus próprios pesos, medidas, contornos, cores e danças. Expressam problemas mais críticos e ainda não resistem a análises, e antes de qualquer conceito racionalizado da natureza, e de forma a priori jorrando torrentes de claro prazer e sentido.

As perguntas “inéditas” que surgem no convívio social, com respostas que não estejam na expectativas estúpidas de suas perguntas originam muitas vezes mal-estar, desconfianças, supostas ironias, levando a ambigüidades, e total falta de tato de quem fala sobre si mesmo (estranheza) e faltas convencioanis, acaba-se sendo difícil o convívio com “padronizados”, e felizmente ainda restam escolhas.

Ser e mundo

Até onde a existência individual é necessária ao coletivo? Ou o individuo isolado não ter mais necessidade de ser como tal, com todo essa apologia inclusiva da sociedade em contrapartida do voluntarismo particular a sua própria pessoa e interesses, não desejo muita imparcialidade mas é essencial a dialética, para situar em uma ontologia que eleve o ser ao menos a se tornar uma entidade, e que medida esse desenvolvimento prejudica sua relação com seus “semelhantes”, contando os progressos morais, psicológicos e percepções oníricas para melhor captar a própria existência ou a que está em volta.

Se formos ver o individuo revoltado não apenas contra toda política parlamentar, mas em suas próprias relações interpessoais de seu próprio mundo, a não aceitação de padrões de conduta, de consumação de objetos, que lhe dão status em sua volta, e refletem nos olhos dos outros uma certa felicidade falseada, que poderia ser translada por uma conformidade serena onde todos são felizes, na medida do posse-evil, aceitando diferenças, desde que estas “não façam mal a ninguém” (exceto a eles mesmos) valorizando a idéia de Nietzsche em que o lutador em tempos de paz deve guerrear e contra si mesmo. Esta falta de referência que os subcultos tem em encontrar uma ideologia, mas estes mesmos em muitos casos nos meios da ideologia (em conceito filosófico, do próprio sistema) nos dias de hoje, nesse artificialismo amoroso, mesquinho, e exclusivista que supostamente congrega a todos, como se vivêssemos em terra de tetas generosas, existe aí uma contradição incrível de valores, sobre o “novo” que necessariamente de ser descartado quando deixa de ser novidade, o tradicional em que se agarram para fazer discursos sujos e egoístas pra tentarem persuadir muitas vezes com êxito as mentes incultas no pensamento, que sendo a maioria fazem o motor girar e as coisas serem como vemos, em músicas, idéias, arte ou qualquer tipo de cultura que é cultivado apenas o insosso junto com corrompimento e a suposta purificação sexual, que entope, entorpece, esporra cada vez mais nosso mundo em tantas pessoas e suas iniqüidades, aqui estamos quem não procura aderir a um new wave fashion é reduzido ao idiotismo aos grandes olhos comuns, e muitas vezes acredita nestas baboseiras pelas inúmeras razões em sua volta.

Nossa sociedade tem como maior perigo justamente a própria individualidade, aqui neste país tido com neo-post colônia que apenas satisfazemos com “maneirismo estrangeiros” ou muito bem com uma suja bunda ululante e uma bola num circo macaqueado corruptamente, não mais existe consciência de classe é algo morto, até putrefa quente horríveis miasmas em periferias subnutridas e em banhudos bairros burgueses em que se consome e se conforma com satisfação de sua própria imbelicidade, que riem até as lacrimas de sua estupidez novelesca, e se entristecem por estar longe desta suposta classe média vista em suas óperas de sabão, esses maltrapilhos trabalhadores que realmente o são dessa classe não percebida, visto isto o paralelo acaba indo na própria criminalidade não mais valores próprios a todos somente a quem tiver potencia e audácia para o saque, corrupção, tráfico, homicídios. (Eis a individualidade pregada e abotoada em sutis ternos de nossa sociedade e o resumo do que sê a individualidade tosca e pragmática, na pior visão dum maquiavelismo do nonsense). Grupos minoritários mesmo tendo outros valores são talhados com essas insígnias e essa aversão social que os torna insípidos melífluos. Preocupando somente com seus próprios subterfúgios entorpecedores apenas como um convívio social, de seus tudo bens, a supervalorização da aesthesis em sentido puramente figurativo, as contagiantes músicas de três acordes e muita filantropia envolvente, o consumo excessivo de atônicos como coca-cola*-crack , a moralização determinista sendo perfidamente e contra toda ethos e confundindo o efeito pela causa como se fossem verdades terríveis e absolutas. As vezes nos leva a acreditar cegamente no reverendo Berkeley que sistematicamente reduziu ou elevou tudo a um sonho, essa imersão no lodo dos mais essências valores, num quase que nega-los categoricamente contra tudo o que se esta aceito nos dia agora.

Mas como fica a questão do simplesmente ser em sua imutablidade? Até que ponto as influencias externas infleuncia na chamada personalidade?ou melhor a nobreza de critérios individuais de que maneira é possível, em contrapartida desses indivíduos em série que comunga tão bem com consciente coletivo? De tão compassivos, resignados, medíocres, esse rebanho acéfalo que justamente andam apenas em conjunto e promiscuidade, com fétidas secreções perfumando dulcinamente seus hálitos e idéias comuns, até quando essas contradições tão acentuadas polidamente, que qualquer revolução é visível imperceptivelmente e acaba agindo somente no ser e não mais depende do outro, sendo apenas em si, e as vistas ordinárias é apenas um imbecil, mas essa consciência de imbecilidade nos olhos dos outros é apenas um passo a mais, na superação de conceitos estabelecidos e uma certa individuação em estado inicial, até o ponto de você ser reconhecido como estúpido e boçal lunático e aí você chegou lá.